quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Prólogo II - O começo do amor

Bom, como eu devo ser a pessoa mais enrolada do mundo, e não consigo desenrolar-me dessa história "amar o RS x deixar minha família e meus amigos em SP", e apesar disso ser uma realidade que me envolve e que em pouco tempo eu vou ter que encará-la de frente, me acostumar com a ideia e seguir na vida, hoje me dei conta que fazem 15 dias do último post e resolvi postar de novo.

Quem vive comigo todo dia, o tempo todo, já sabe o quanto eu amo o RS, porque amo, como tudo começou, mas eu estou bem determinada a fazer um blog bem bacana pra que todo mundo, mesmo quem trabalhou comigo só por 1 mês, possa acompanhar, eu acho bacana e se estivesse de fora da situação também ia querer isso. Blá blá blá vou acabar falando demais aqui. A intenção é tentar explicar como tudo começou.

Bem, meu pai é gaúcho, nasceu em Arroio - RS, e por volta de não sei qual fucking idade foi morar em São Jerônimo. Por volta dos 18 anos, ele se mudou pra Volta Redonda - RJ, transferido da empresa a qual ele trabalhava em São Jerô. A família de 13 irmãos se manteve no RS, se espalhando por Canoas, Porto Alegre, Charqueadas, voltando pra Arroio... enfim, só meu pai se 'desgarrou', conheceu minha mãe, se casou, ambos moraram pelo Brasil inteiro, nasceram as filhas, zzzzZZZZZZZzzzzzzzz. Meu pai sempre trabalhou em pólos petroquímicos, e quando meus pais precisaram resolveram se separar, minha mãe parou de ~viajar~ Brasil adentro e ficou comigo e com a minha irmã morando em Mauá - SP. 

meu pai seduzindo de bigode <3

Pois então, eu fui criada 70% só pela minha mãe, mas desde quando nasci a relação com meu patrão velho era muito forte. Quando eu era pequena, e meus pais ainda eram casados, meu pai costumava passar a semana morando onde trabalhava, e no final de semana passava na nossa casa. Quando ele ia embora, minha mãe conta que eu chorava, descabelava, fazia bico, tudo. Queria só ficar com meu gaúcho. 

Eu fui crescendo, e mesmo com meu pai distante, eu sabia que ele estaria comigo o tempo todo, mesmo que só em pensamento. E os poucos momentos que eu passava com ele, pra mim eram todos muito valiosos! Claro que estar com a minha mãe não era menos valioso ¬¬, mas quero tentar exprimir aqui que a minha relação com meu pai sempre foi muito forte e muito especial.

Então, foi mais ou menos nessa época, que eu estava crescendo, que começou a me cair a ficha uma coisa muito engraçada: todas as crianças da minha rua, todos os meus amiguinhos da escola, todo mundo torcida pro Corinthians ou pro Palmeiras ou pro São Paulo. E eu não torcia pra nenhum desses times, e meu pai também não. Mas meu pai era apaixonado por futebol, via todos os jogos, e não torcia pra ninguém (provavelmente essas minhas lembranças são do Campeonato Paulista, né?! rs). E um dia eu perguntei 'porque diabos você assiste esses jogos se não torce pra nenhum desses times?' (tá beleza que não foram com essas palavras né, eu no auge dos meus 4 anos não falava essas gírias de rua haha), e aí meu pai me explicou que ele torcia pro Sport Club Internacional de Porto Alegre, que ele era Colorado, desde pequeno. Ai pirei, entrou na minha cabeça que eu ia torcer pra esse Internacional também, que o Corinthians era uma merda e ninguém nunca mais me tirou isso da cabeça.

E quando eu era pequena assim, eu também assistia os - poucos - jogos do Inter que passavam aqui, e torcia pro Inter igual ele, e era Inter pra todo lado, sempre.

Aí eu fui crescendo, fui virando adolescente, rebelde, revoltada, queria que todo mundo fosse se foder, esqueci do Inter, esqueci do meu pai, só queria saber de rock, de grunge, de vinho e de Led Slay.


época do rock que sacode

O resto da história eu conto depois...



Nenhum comentário:

Postar um comentário