Tomei vergonha na cara pra postar só 2 ou 3 dias (tenho memória fraca) de diferença, milagre haha
Então tá, já contei o começo, hoje tem a segunda parte desse amor!
Por volta dos meus 12 anos eu fiquei revoltadinha, e abandonei grande parte dos meus gostos que eu tinha antes, isso inclui música, esporte, família, amigos, e tudo mais. Era a adolescência, né gente? Então, posso dizer que dos 12 aos 16 anos esses sentimentos todos ficaram esquecidos dentro de mim, porque definitivamente eles não morreram!
Lá pelos 17 anos, eu estava velha o suficiente pra ser adolescente e nova o suficiente pra ser adulta, né? E foi mais ou menos por aí que eu voltei a me interessar por esportes, por tv, pelo meu pai (importante isso). Voltei a acompanhar os jogos do Inter, a gritar Iiiiiiiiiiiiiiiiiinteeeeeeeeeeeeeeer na rua, essas coisas e tal. A vestir camisa do Inter, a dizer "eu sou Colorada" (e depois ter que explicar que torcia pro Sport Club Internacional de Porto Alegre, pros burronildes de plantão) e ter orgulho disso. Foi quando eu retomei contato com meu pai também, pois nessa época meus pais já estavam separados e eu tive uma rixinha idiota com ele durante a adolescência. Enfim, foi aqui que a coisa começou a crescer e se tornar o que é hoje.
Então eu era uma menina de 17 anos, pré vestibulanta que não fazia a menor ideia do que queria fazer da vida. Eu só sabia que amava muito duas coisas: Música e Futebol; e sabia também que queria muito trabalhar com essas coisas, na vida toda. Certo dia deve ter me dado a louca e eu tive a brilhante ideia de cursar Rádio e TV, pois seria uma forma de trabalhar cobrindo shows e cobrindo eventos esportivos. Até que não foi má ideia!
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| Sofryda no trote |
Quando eu entrei na faculdade, pelos primeiros seis meses, eu fiquei bem distraída, focada em me formar, em ser rica, famosa, orgulho da família, e tal. Mas logo nas primeiras férias, me deu uma super vontade enlouquecedora de trancar a matrícula, porque no fundo eu achava que não era de rádio e tv que tinha que ser a brincadeira. Assim, eu sabia que eu gostava desse curso, mas morro morria de medo de encontrar outra coisa que eu gostasse mais, sabe? Esse dilema nunca foi resolvido hahaha
Daí, lá por julho e agosto de 2008 me deu uma vontade louca de dar adeus a Metodista, pegar minha malinha, meu violão, minha camisa do Inter e ir morar em Porto Alegre. Baita sonho, devo ter perdido uma ou duas noites nesse dilema. Mas não fui. Não tranquei a faculdade, não peguei o violão e não fui a porra nenhuma de lugar. Era uma vontade forte, doida, dominadora, mas eu não fiz nada disso. Até porque, no meu próprio fundo eu achava que era loucura. Eu tinha só 18 anos, 1 semestre de radialismo, uma mala, um violão e uma camisa do Inter, só, mesmo. E sinceramente, se eu tivesse ido nessa época, muito provavelmente teria morrido de arrependimento, virado mendiga e voltado pra saia da mãe.
Ai eu fiquei, prometi a mim mesma que ia terminar, aos trancos e barrancos essa bendita faculdade, mas depois que terminasse eu ia embora, ia pra minha Porto Alegre. Eu devo ter contado esse sonho, nessa época, só pra uma pessoa, que infelizmente nem é mais minha amiga. Porque era madness da boa, sem dúvida. Eu amava, eu idolatrava, eu queria mais que tudo uma cidade que eu tinha ido UMA VEZ NA VIDA. Quando eu tinha 4 anos ainda!!!!!! Mas era uma coisa tão forte, tão certa na minha mente, era tão, tão... era tudo o que eu queria, o que eu mais queria, era isso, só isso, me mandar, adeus Metô, oi PoA. Eu demorei pra entender que ainda bem que as coisas não são do jeito que a gente quer!
Nessa época, essa vontade louca era tão forte, que eu me lembro que eu me matava de chorar em todos os jogos do Inter, porque queria estar lá, no Gigante, na torcida, vendo meu Nilmar de pertinho, e tudo. Essa fase, sem dúvida, foi a fase da paixão, quando você conhece alguém / algo que te faz cair de quatro em cinco segundos e ai você fica ali, refém, só sabe querer isso, só sabe amar isso. Era bruto.
Mas em suma, eu não fui. O corpo continuou em São Paulo, mas a mente, nossa... essa foi embora e pelo jeito não vai voltar pra cá nunca mais. Eu conto disso depois ;)

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